É uma obsessão que vicia
É uma tentação sem malicia
É uma loucura oculta
No meu peito, uma paixão adulta.
É uma água que bebo e não sacia
É uma chama que se sente em demasia
É uma dor quando não se tem
E prazer quando se contém.
É uma luz que me transporta
É uma vontade sem medida
Que sem bater abriu a porta.
Num sonho que me acorda
Submeto-me a esta vida
Em que o amor transborda.
Autores: Diogo Vicente, Francisco Grilo, Guilherme Magalhães, Maria Garcia, Rafaela Garcia, Rita Fernandez.
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quinta-feira, 7 de junho de 2018
segunda-feira, 7 de maio de 2018
O assassinato do Conde
Era
um dia normal de Agosto de 1383. Estava com os meus colegas a observar a feira
que decorria naquela pacífica e soalheira tarde de Verão. O ambiente era
festivo e a população convivia e celebrava alegremente a calma e a união do
povo naquela praça colorida e cheia de vida.
Ao
olharmos mais atentamente para os arredores, reparámos que a população que lá
se concentrava encontrava-se num grande alvoroço. Perguntei então ao meu colega
se sabia o que se estava a passar, ao que este me respondeu negativamente.
Juntos, decidimos ficar nos nossos lugares até que algo nos fosse revelado.
Apercebemo-nos da real gravidade da situação quando o nosso superior nos
ordenou que fechássemos imediatamente os portões que protegiam a cidade.
Nesse
momento, ficámos intrigados por ainda não sabermos o motivo do tumulto, mas
cumprimos as ordens do nosso chefe e continuámos a questionar, curiosos, o que
se estava a passar.
Após
um tempo, percebemos que a confusão se alastrava e um pequeno grupo de pessoas
começou a bradar: “O conde está morto! O conde está morto!”. Nesse momento,
congelámos. Seria verdade? Teria mesmo acontecido um assassinato debaixo dos
nossos narizes?
O
povo estava em pânico, fugindo, ao molho, para todos os sítios possíveis, numa
tentativa de escapar ao perigo que se instalava naquela praça. Assim o nosso
trabalho passou a ser uma tentativa de restabelecer a paz. Antes guardávamos
apenas os portões e agora guardávamos vidas.
Autores: Francisco Grilo, Maria Garcia, Guilherme Magalhães
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Metamorfoses de Calisto Elói em "A Queda dum Anjo"
Ao longo da obra A Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco, são-nos apresentados inúmeros aspetos exteriores da mudança de Calisto Elói, reações relativas a essa mesma mudança sendo também evidente uma autoanálise, pela expressão de sentimentos, do morgado de Agra face à transformação do seu modo de viver e sentir.
Desde logo, é visível uma transfiguração das roupas do morgado, em concreto no vestuário que passou a apresentar, isto é, calças à moda da sua época (“[…] calças xadrez cinzento […]”, l. 136) e “botões de coralinas falsas” (l. 137). Note-se que chegou a «colher informações» dos alfaiates mais famosos, a fim de mudar. Posteriormente, as damas e as pessoas que com ele privavam começaram a examinar com espanto as transfigurações das vestes, dos modos e da linguagem do morgado (“A Câmara afogou o riso […]”, l. 155) e a sua indumentária.
No que toca à sua alma, esta vai-se adaptando à proporção da sua “fatiota”, demonstrando alterações na personalidade, subjugando o seu modo «meio grosso», outrora incompatível com a atitude de um galã. Também na assembleia, Calisto fez sensação com, por exemplo, o charuto que fumava, deixando fumaças no ar, ainda que com gestos que poderiam provocar «algum riso». Manifestamente, estas maneiras contrastavam com a personalidade e os ideais do protagonista, inconciliáveis com o modelo do português citadino dos novos tempos.
No que concerne à autoanálise e sentimentos do morgado de Agra face à transformação do seu modo de viver e sentir, Calisto Elói sente-se, de certo modo, castigado pela própria consciência. O deputado defende-se, interiormente, das suas mudanças exteriores, alegando que estas não influem nas suas faculdades pensantes, uma vez que a prudência lhe exigia viver em Lisboa consoante os usos da cidade, deixando de parte os hábitos e génios aldeãos.
Em suma, neste capitulo (XIV - “Tentação! Amor! Poesia!”) o personagem principal sofre uma grande alteração no seu carácter, fruto da descoberta de um novo amor, acabando por afetá-lo também no seu aspeto exterior, enquadrando-se, absolutamente, nos costumes de Lisboa, que iam atuando sobre o ânimo do deputado.
Desde logo, é visível uma transfiguração das roupas do morgado, em concreto no vestuário que passou a apresentar, isto é, calças à moda da sua época (“[…] calças xadrez cinzento […]”, l. 136) e “botões de coralinas falsas” (l. 137). Note-se que chegou a «colher informações» dos alfaiates mais famosos, a fim de mudar. Posteriormente, as damas e as pessoas que com ele privavam começaram a examinar com espanto as transfigurações das vestes, dos modos e da linguagem do morgado (“A Câmara afogou o riso […]”, l. 155) e a sua indumentária.
No que toca à sua alma, esta vai-se adaptando à proporção da sua “fatiota”, demonstrando alterações na personalidade, subjugando o seu modo «meio grosso», outrora incompatível com a atitude de um galã. Também na assembleia, Calisto fez sensação com, por exemplo, o charuto que fumava, deixando fumaças no ar, ainda que com gestos que poderiam provocar «algum riso». Manifestamente, estas maneiras contrastavam com a personalidade e os ideais do protagonista, inconciliáveis com o modelo do português citadino dos novos tempos.
No que concerne à autoanálise e sentimentos do morgado de Agra face à transformação do seu modo de viver e sentir, Calisto Elói sente-se, de certo modo, castigado pela própria consciência. O deputado defende-se, interiormente, das suas mudanças exteriores, alegando que estas não influem nas suas faculdades pensantes, uma vez que a prudência lhe exigia viver em Lisboa consoante os usos da cidade, deixando de parte os hábitos e génios aldeãos.
Em suma, neste capitulo (XIV - “Tentação! Amor! Poesia!”) o personagem principal sofre uma grande alteração no seu carácter, fruto da descoberta de um novo amor, acabando por afetá-lo também no seu aspeto exterior, enquadrando-se, absolutamente, nos costumes de Lisboa, que iam atuando sobre o ânimo do deputado.
Autores: Domingos Lopes Gallego e Sofia P. Faustino.
segunda-feira, 12 de março de 2018
António Nobre em análise
Após a análise dos poemas “Lusitânia
no Bairro Latino”, “Poveirinhos”, “Aqui, sobre estas águas cor de azeite”, “Ó
virgens que passais” e “Balado do
caixão” são visíveis linhas temáticas
e linguagem própria de António Nobre.
A
sua poesia caracteriza-se por uma atenção ao real e ao mundo dos afetos,
reforçada pelo sentimento de nostalgia. Mas também se percebe nos seus poemas
alguma ironia amarga face à decadência de Portugal e à sua própria doença.
Assim se compreende um certo sentimentalismo da sua poesia, ligada a temas como
a saudade, o exílio, a pátria e a infância. Insere-se numa poesia portuguesa
pré-modernista, ao colocar em questão uma linguagem poética fortemente
convencional e normativa.
Tanto no poema A (“Lusitânia no Bairro Latino”), quanto no poema C (“Aqui, sobre estas águas cor de azeite”), destaca-se o narcisismo excessivo, um tom melancólico e pessimista por parte do sujeito poético. É visível uma oposição do passado, uma infância feliz, e presente, vida de dor e desencanto. Simultaneamente deparamo-nos com um sentimento de saudade da pátria e do paraíso perdido. É percetível uma conjugação da biografia pessoal com a história coletiva. Por fim, está bem patente uma evocação pela memória.
No poema B (“Poveirinhos”) e no poema E (“Balada do caixão”), é revelado um interesse pelo provinciano, pitoresco e popular. Na composição E é manifestada uma obsessão pela morte.
No poema D (“Ó virgens que passais”) note-se na figura feminina enquanto frágil, pura e espiritualizada, caracterizando-se por traços vagos, espectrais e marianos.
O estilo e linguagem deste poeta português apresentam um tom coloquial, é evidente uma conjugação do amor e da ternura com as notas sérias e as questões religiosas. Há ainda um «filtro» popular e infantil na apresentação do real, a linguagem é simples e acessível, maioritariamente prosaísta e é percetível a variedade de usos e combinações de estrofes e metros.
Em “Lusitânia no Bairro Latino”, encontramos a presença da apostrofe (“Ó padeirinhas a amassar o pão”, v. 66), a metáfora (“E a serra a toalha, o covilhete e a sala”, v. 24) e a aliteração (“O ceifeira que cegas cantando”, v. 59).
Em “Poveirinhos”, é observável o uso da apóstrofe (“Ó meu pai, não ser eu dos poveirinhos!”, v. 9) e de um eufemismo (“Calafetados pelo breu das Dores”, v. 7).
Em “Aqui, sobre estas águas cor de azeite”, é recorrente o uso da anáfora (“Sem um beijo, sem uma Ave-Maria, /Sem uma flor, sem o menor enfeite”, vv. 7 e 8) e a adjetivação (“Lar adorado, em fumos, a distância”, v. 10).
Em “Ó virgens que passais” é usada a enumeração (“O vinho, Graça, a formosura, o luar!”, v. 8) e a apóstrofe (“Ó suaves e frescas raparigas”, v. 13).
Em “Balada do caixão” é claro o uso de diálogos (“- Olá, bom homem! Quero um fato”, v. 11) e referências entre parênteses que evidenciam, para além de comentários frequentes, uma linguagem oralizante (“(pôs-se o bom homem a aplainá-lo)”, v. 20).
(Por motivos de extensão dos poemas analisados, optámos por não os transcrever, já que estes se encontram facilmente na Internet.)
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
A figura feminina na poesia de Cesário Verde
(Leitura comparada dos poemas “A débil” e “Deslumbramentos”. )
Em ambos os poemas estamos perante uma vincada presença feminina, de características diametralmente opostas, que causa determinados efeitos no sujeito poético.
No poema “A débil” assistimos à descrição de uma figura feminina natural e simples, ligada ao campo e ao povo. Esta mulher é “bela, frágil, assustada” (v. 2), associando-se à naturalidade rural e a todos os seus aspectos positivos, não se enquadrando no ambiente citadino por ser honesta e pura (“Numa existência honesta, de cristal.”, v. 4). Atente-se, ainda, na sua simplicidade e elegância (“Esse vestido simples, sem enfeites,”, v. 19, “(…) e sem ostentação /Atravessavas branca, esbelta e fina”, vv. 37 e 38).
Simultaneamente, o “eu” feminino exerce um efeito positivo no sujeito poético, já que a sua presença impele-o a largar os malefícios urbanos (Mandei ir a garrafa, porque sinto/ Que me tornas prestante, bom, saudável”, vv. 11 e 12). Esta mulher revela uma faceta protectora no “eu” poético, que sente um dever de auxílio perante esta figura “fraca e loura” (v. 6).
Já na composição poética “Deslumbramentos”, estamos perante a mulher fatal e sedutora, ligada à cidade. Assume uma postura altiva e fria (“E enfim prossiga altiva como a Fama,/ Sem sorrisos, dramática, cortante;” vv. 29 e 30). Esta figura representa a artificialidade da mundividência citadina, evocando as desigualdades sociais aí presentes (“Quando passa aromática e normal,/ Com seu tipo tão nobre e tão de sala,/ Com seus gestos de neve e de metal.” vv. 2-4). Por fim, evidencia uma postura elegante e luxuosa, típica do seu estatuto social elevado (“Ir impondo toilettes complicadas!”, v. 8).
Ao longo deste poema, o sujeito poético, apesar de se sentir atraído pelo “eu” feminino, deseja vingar-se, já que ela é o reflexo das desigualdades sociais presentes no ambiente citadino, (“Mas cuidado, milady, não se afoite,/ Que hão de acabar os bárbaros reais;” vv. 33 e 34).
Concluindo, em ambos os poemas encontramos mulheres típicas do campo e da cidade, registando-se um binómio que se caracteriza por retratos diametralmente opostos.
A Débil
Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.
Sentado à mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.
E, quando socorreste um miserável,
Eu, que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.
"Ela aí vem!" disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.
Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, — talvez que não o suspeites! -
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.
Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.
Adorável! Tu, muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.
Sorriam, nos seus trens, os titulares;
E ao claro sol, guardava-te, no entanto,
A tua boa mãe, que te ama tanto,
Que não te morrerá sem te casares!
Soberbo dia! Impunha-me respeito
A limpidez do teu semblante grego;
E uma família, um ninho de sossego,
Desejava beijar sobre o teu peito.
Com elegância e sem ostentação,
Atravessavas branca, esbelta e fina,
Uma chusma de padres de batina,
E de altos funcionários da nação.
"Mas se a atropela o povo turbulento!
Se fosse, por acaso, ali pisada!"
De repente, paraste embaraçada
Ao pé dum numeroso ajuntamento.
E eu, que urdia estes fáceis esbocetos,
Julguei ver, com a vista de poeta,
Uma pombinha tímida e quieta
Num bando ameaçador de corvos pretos.
E foi, então, que eu, homem varonil,
Quis dedicar-te a minha pobre vida,
A ti, que és tênue, dócil, recolhida,
Eu, que sou hábil, prático, viril.
Deslumbramentos
Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.
Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...
Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!
Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...
Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!
O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!
Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.
E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.
Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.
E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!
Cesário Verde, in O Livro de Cesário Verde
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
A LIÇÃO DOS CLÁSSICOS EM CAMILO.12 a 14 de Abril de 2018
O Grupo de Investigação Memória e Diálogos Literários do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP, em Braga, está a organizar, para 12, 13 e 14 de Abril de 2018, o Congresso Internacional A LIÇÃO DOS CLÁSSICOS EM CAMILO CASTELO BRANCO. A data limite para envio de propostas de comunicação foi ampliada até 11 de Fevereiro de 2018.
Para mais detalhes, vide o anexo e a página do evento: http://braga.ucp.pt/alicaodosclassicosemcamilo/
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
"Barca bela" de Almeida Garrett
Poema "Barca bela", de Almeida Garrett:
Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela.
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!
Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la,
Ó pescador.
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
Foge dela
Ó pescador!
Nuno Júdice afirma que «"Barca bela" é o poema de Garrett com menos conotação sentimental», com o qual concordo.
Em todos os poemas de Garrett estudados em aula assistimos a uma espécie de poesia autobiográfica, na qual o sujeito poético relata em primeira mão o drama sentimental em que está envolvido, enquanto que na "Barca bela" tal não acontece.
Nos poemas deste autor é ainda frequente assistirmos à superlativação da mulher, que o domina e avassala e pelo qual este possui um amor intenso, um "morrer de amor". Em "Barca bela", no entanto, o sujeito poético aconselha o pescador a fugir de tal domínio e subjugação, dizendo-lhe "Inda é tempo, foge dela" (verso 18), isto é, já não está presente o sentimento de entrega amorosa. Garrett dá ao pescador o conselho que, talvez, gostaria que lhe tivessem dado.
Como tal, e por este ser, na minha opinião, o poema mais "impessoal" de Garrett, é também o menos emotivo.
Autora: Catarina Silva
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Cantiga de Amor - Elogio Cortês
“Pois Deus
assim a criou”
Que admiração tenho por mha senhor
De ti não levo rancor
Ah, sois tão perfeita e impar
Vejo-te impossível de igualar
Pois
Deus assim a criou
Para quem nunca a desamou
Teus cabelos d’oiro ao luar
Como é possível não mirar?
Teu corpo formoso e olhos de safira
É pecado de quem não os admira
Pois
Deus assim a criou
Para
quem nunca a desamou
Mha senhor é tão inteligente
Que se destaca na sociedade
Teu coração não mente
Tua personalidade é bondade
Pois
Deus assim a criou
Para
quem nunca a desamou
Abençoas este mundo
Até ao fim dos meus dias
Com esse teu encanto profundo
Ai meu amor, tu me deste alegrias
Pois
Deus assim a criou
Para
quem nunca a desamou
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