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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"Barca bela" de Almeida Garrett

Poema "Barca bela", de Almeida Garrett:

 Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela.
    Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
  Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la,
Ó pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
Foge dela
           Ó pescador!        


Nuno Júdice afirma que «"Barca bela" é o poema de Garrett com menos conotação sentimental», com o qual concordo.

Em todos os poemas de Garrett estudados em aula assistimos a uma espécie de poesia autobiográfica, na qual o sujeito poético relata em primeira mão o drama sentimental em que está envolvido, enquanto que na "Barca bela" tal não acontece.

Nos poemas deste autor é ainda frequente assistirmos à superlativação da mulher, que o domina e avassala e pelo qual este possui um amor intenso, um "morrer de amor". Em "Barca bela", no entanto, o sujeito poético aconselha o pescador a fugir de tal domínio e subjugação, dizendo-lhe "Inda é tempo, foge dela" (verso 18), isto é, já não está presente o sentimento de entrega amorosa. Garrett dá ao pescador o conselho que, talvez, gostaria que lhe tivessem dado.

Como tal, e por este ser, na minha opinião, o poema mais "impessoal" de Garrett, é também o menos emotivo.

Autora: Catarina Silva 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Visita ao Museu Nacional do Teatro e da Dança

No dia 24 de outubro de 2017, os alunos de Literatura Portuguesa de 10º e 11º ano do Colégio Pedro Arrupe deslocaram-se até ao Museu Nacional do Teatro e da Dança e ao Parque Botânico, gerido pelo Museu Nacional do Traje, no âmbito da disciplina. 

Acompanhados pela guia Dra. Olga Monteiro, foi-nos feita uma alusão à história do Palácio do Monteiro-Mor, iniciando assim a visita ao museu. Ao entrar no edifício, deparamo-nos logo com a presença de Almeida Garrett através da palavra “Ninguém.”, presente num momento fulcral da sua obra Frei Luís de Sousa

Durante a visita destacamos inúmeros momentos. Em primeiro lugar, foram mostrados figurinos de bailados, sendo o de maior realce o do “Lago dos Cisnes”.

Em segundo lugar, encontrámos o cadeirão de Garrett, que se mostrava imponente e repleto de uma aura histórica. Sentados a redor deste, a guia apresentou-nos várias fotografias e documentos do arquivo geral do teatro, dando-nos a conhecer uma faceta diferente de Garrett. 

Em terceiro lugar, ao prosseguir com a visita, visitámos uma sala onde estavam presentes figurinos, entre eles os de Shakespeare e os de D. Inês e D. Pedro.

Por último, passeámos no jardim do parque Botânico, onde lemos poemas da obra Folhas Caídas, de Almeida Garrett.

Concluindo, esta visita demonstrou-se proveitosa, graças à especial atenção da Dra. Olga Monteiro e dos vários assistentes, que se mostraram prestáveis. No entanto, não devemos desvalorizar o parque, pois este também merece atenção.


Escrito por: Catarina Silva, Domingos Lopes Gallego, Sara Nunes e Sofia P. Faustino.