sábado, 21 de janeiro de 2017

2.ª edição do Prémio Literário UCCLA


Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa

As candidaturas à segunda edição do Prémio Literário UCCLA “Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” foram alargadas até ao dia 21 de março de 2017, Dia Mundial da Poesia.

O Prémio Literário UCCLA é uma iniciativa conjunta da UCCLA, Editora A Bela e o Monstro e Movimento 2014, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia, em língua portuguesa, por novos escritores.

A participação neste prémio deverá ser feita até às 24 horas do dia 21 de março de 2017. São admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa, com idade não inferior a 16 anos. No caso dos menores de 18 anos, a atribuição de prémios ficará sujeita à entrega de declaração de aceitação pelos respetivos titulares do poder paternal.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Tudo é possivel

Tudo é possível ,
Se o exigirmos,
Não desistir ,
É fundamental.

Sempre fomos rejeitados,
Ninguém nos aceitava,
Não tínhamos trabalho,
Não tínhamos nada.

Um sonho eu tinha,
De ser bailarina
Ter a vida que sempre quis ,
Querer dançar para o resto da vida,

Certo dia,
Tocaram-me à campainha,
Fui lá eu ver,
Que surpresa,
Era o meu sonho a crescer.

Quando lá cheguei,
Fiquei comovida,
Pela beleza do espetáculo.
Quando este terminou,

Todos se foram embora,
Menos eu,
Queria sair dali para fora.

Passado algum tempo,
Aparece um homem,
Tinha o mesmo sonho que eu,
Ser bailarino era o que ele queria.

Não resisti,
Da cadeira sai,
Fui dançar,
Com um homem de olhos a brilhar.


Autores: Matilde e Gonçalo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gravity

Eu era um menino
Que estava sozinho
Encontrei-me no chão
Num sítio desconhecido

Uma menina apareceu
Era ela a dos meus sonhos
Fez-me um olhar
E não parei de corar

Corria, dançava, voava
E eu não parava de a observar
Então decidi dançar com ela
E apercebi-me que também estava a voar

Dançávamos lindamente
Ninguém nos podia criticar
Somos perfeitos um para o outro
Nosso amor não nos podem tirar

Chegamos ao momento triste
Tinha de partir para o meu mundo
Então parei de dançar
-Adeus, não podemos continuar.


Autores: João e Guilherme 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Era uma vez

Numa história a brincar
Um boneco real,
Sozinho a imaginar
Uma mulher para amar

Era uma bela mulher.
Apenas queria uma mulher para amar
Mas era só uma visão
Não ligou e deu ouvidos ao seu coração

Quando a apanhei
Ela fugiu de mim
Só me lembro dos seus olhos
Do seu cheiro a alecrim

Atrás dela fui
A volta ao mundo dei
- Olá o meu nome é Rui
Disse, quando nela reparei

Olá Rui, eu sou a Matilde
Só existo nos teus sonhos
Como pode isso acontecer,
Se para mim tu és real?

-Porque é que fugiste de mim
Eu sempre te amei;
Desde o momento em que te vi
Já não te larguei;

Nesse lindo momento
Toda ela se iluminou
Tornou-se uma boneca real
Do que o boneco não gostou

Tornando-se ela humana
Eu podia arranjar melhor
Fui-me embora sozinho
Sem nada a meu favor

Voltamos ao início da história
Desiludido com o que fez
Que me dera ter uma máquina do tempo
Para transformar isto numa história feliz


Autores: Mariana e Francisca

Livros de Linhagens

        Os livros de linhagens inserem-se no âmbito das genealogias. Isto é, os textos genealógicos correspondem a uma sequência de nomes e de relações entre eles, no seio de uma família. Visam perpetuar a memória e a história de uma linhagem ou de uma rede de histórias familiares que se entrecruzam.


        Quando se trata de famílias aristocráticas, da nobreza, os textos são denominados de “nobiliários”. Assim, na Idade Média estes textos eram habitualmente conhecidos como “Livros de Linhagens”. Tome-se como exemplo o “Livro de Linhagens do Deão”.
        Quanto aos “Livros de Linhagens” na Idade Média portuguesa, estes constituíram-se como uma fonte importante do ponto de vista social. Davam a conhecer os parentescos ou evitavam os casamentos incestuosos, entre outras referências.
        Por outro lado, permitiam elucidar sobre a fundação de mosteiros, exaltavam famílias poderosas e evidenciavam reacções de famílias senhoriais face ao poder régio. Por vezes, acrescentavam-se alcunhas, referências a episódios ou traços anedóticos para situar a história da família. Para além do livro já referido, existem outros dois livros de linhagens que nos ficaram da Idade Média. São eles o “Livro Velho” e o “Livro de Linhagens do conde D. Pedro”, também denominado "Terceiro Livro de Linhagens".
        O “Livro Velho” perdeu-se (finais do séc. XII), existindo ainda alguns fragmentos, enquanto que do “Livro do Deão”, escrito em 1343 por um deão, isto é, um decano que presidia ao governo de uma diocese, subsiste uma cópia do século XVI. Já o “Livro de Linhagens do conde D. Pedro”, o mais relevante de todos, foi elaborado entre 1340 e 1344, tendo sofrido duas refundições: uma de 1360-1365 e a outra entre 1380 e 1383.
        Apesar de se tratar de um género híbrido, a sua relevância na literatura portuguesa é elevada.
        Nestes livros, concebe-se a história universal como um vasto ciclo de proezas de cavalaria, o esquema vulgar na Idade Média. Neles exalta-se o prestigio e a unidade da classe aristocrática, apresentando-se as linhas de descendência, constituindo, assim, o mais vivo testemunho da vida senhorial portuguesa e singularizam estes nobiliários entre os congéneres europeus.

Autores: Catarina Silva, Sara Nunes e Sofia P. Faustino


sábado, 7 de janeiro de 2017

Só com a dança ficava feliz

Ela passeava
Pensando na sua paixão
Queria dançar
Só isso a fazia sonhar

Era diferente
Mas continuou
Encheu-se de coragem
E dançou

As pessoas rejeitaram-na,
Mas ela não desistiu
Só a dançar ficava feliz
E o seu caminho seguiu

Continuou a ir a espetáculos
A coreografias fazer
Ela queria estar no palco
E não na plateia a ver

Um dia quando fui
Ver as bailarinas a brilhar
Olhei para elas
E comecei a chorar

Eu nunca ia estar
Ali a dançar
Só eu era diferente
E isso não ia mudar

Mas enganei-me
Pois quando olhei para o palco
Eu vi-o
Ali igualzinho a mim

Fiquei a olhar para ele
Totalmente parada
Pensei em falar
Mas não consegui dizer nada

Ele reparou em mim
E os nossos olhares cruzaram-se
E sem pensar
Comecei a dançar

Era a melhor sensação
Que alguma vez tinha sentido
E aí aprendi
Que nada é impossível

Autores: Beatriz Mendes e Pedro Salgueiro

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Tradicional árvore natalícia do Rómulo

Deixamos aqui a tradicional árvore natalícia do Rómulo, lembrando um excerto do livro "Cosmos" de Carl Sagan (1934-1996), que morreu fez agora 20 anos:

"O livro é feito de uma árvore. É um conjunto de partes lisas e flexíveis (que ainda se chamam “folhas”) impressas em caracteres de pigmentação escura. Dá-se uma vista de olhos e ouve-se a voz de outra pessoa - talvez alguém que já tenha morrido há milhares de anos. Através dos milénios, o autor está a falar, com clareza e em silêncio, dentro da nossa cabeça, directamente para nós. A escrita foi talvez a maior das invenções humanas,ligando as pessoas, cidadãos de épocas distantes que nunca se chegaram a conhecer. Os livros quebram as cadeias do tempo, provam que os seres humanos são capazes de exercer a magia."
(Lisboa: Gradiva, 2001, p. 281)

Boas Festas e Feliz 2017